TENHO ORGULHO DE SER MAÇOM


Rabino Seymour Atlas, 33º


Este é o testemunho do Rabi Seymour Atlas, possuidor de algumas das mais altas honrarias maçônicas, tendo aproximadamente 50 anos de serviço como rabino e como maçom. Seu texto nos exorta com singeleza sobre o orgulho de ser maçom.

Desde criança, uma das minhas aspirações e sonhos mais acalentados, permaneceu comigo por muitos e muitos anos, tendo finalmente se materializado quando minha petição foi aprovada para Iniciação na Maçonaria.


Olhando para os anos que se passaram, percebi que aquele desejo veio da observação de uma fotografia que eu admirava e queria emular.


Esta fotografia era de meu pai, que ele descanse em paz, de pé junto a outros maçons, nos degraus do Templo Maçônico em Greenville, no Mississipi.


Enquanto ele estava de pé com seus irmãos maçônicos, era como um sentimento de orgulho e alegria estivesse emanando deles; como se não houvesse iguais a eles. Quão orgulhoso eu era de meu pai, e a partir daquele momento em diante, eu soube que eu queria ser um Maçom e seguir os ensinos maçônicos, tal qual ele.


Fui educado em um lar religioso, filho de um rabino com sete gerações de rabinos me antecedendo; e mesmo com esse passado religioso, sentia que eu ainda poderia colher muito e dar muito a essa fraternidade, para o bem estar da humanidade.


Quando alcancei meu 21º aniversário, um de meus primeiros pensamentos foi submeter minha petição para tornar-me um maçom. Não havia hesitação alguma ou segundo pensamento, pois este era o início do cumprimento de um sonho vitalício.


Com oração e grande expectativa aguardei que o meu pedido de admissão fosse aprovado. Tendo sido essa informação me transmitida há mais de 40 anos, lembro-me ainda que me encontrava cheio de orgulho na antecipação de que em breve seria acolhido pelos Corpos Maçônicos.


Eu como que flutuava no ar e agradecia a Deus, pois seria capaz de seguir os passos de meu pai e de dar a ele a alegria e o prazer de saber que seu filho fora aceito nas hierarquias dos homens de integridade e retidão.


Nunca esquecerei meu primeiro pensamento quando fiz minha entrada inicial no templo da Loja Maçônica que me conferiu o Grau de Aprendiz, os quais seguiram com o de Companheiro e após o de Mestre Maçom.


Isto me fez sentir que eu estava cercado por irmãos e senti que não havia estranhos presentes. Esta era uma grande família que parecia ter me adotado, e eu, em troca, me encontrava entusiasmado em adotá-los como se fossem minha família.


Tendo completado meus graus simbólicos da Loja, e tendo passado em todos os testes com perfeição, imediatamente me tornei um instrutor para outros e, ativo na Maçonaria, nunca falhei em freqüentar as reuniões e de participar dos trabalhos da Loja, tão freqüentemente quanto minha profissão me permitia.


Minha taça transbordava de orgulho, e busquei o meu avanço em graus superiores do Rito Escocês, tendo galgado com honra, gradativamente, todos aquelas oportunidades que me eram oferecidas, sendo sempre privilegiado em falar aos irmãos sobre o grau em particular ao que eles estavam se candidatando.


Meu horizonte da Maçonaria se expandiu e meu orgulho e alegria estavam borbulhantes e efervescentes. Não podia esperar ser capaz de conferir os graus a outros irmãos quando ainda havia tanto que eu queria explicar e elaborar sobre cada grau.


Foi-me oferecida essa oportunidade e imediatamente comecei a estudar e a dedicar-me a muitos assuntos, que com o passar dos anos me tornei bastante ativo, dando aulas e tomando parte ativa em cada fase do aprendizado maçônico, onde meus talentos e minhas habilidades pudessem ser usados.


Um dos aspectos da Maçonaria que causou uma grande impressão em mim foi a habilidade de todos os irmãos, não importando suas religiões de origem, de me perguntarem por que eu precisava da Maçonaria sendo um Rabino, que é uma profissão de integridade, bondade, honestidade, e de todos os atributos expostos pela própria Maçonaria.


Foi difícil para muitos entenderem a minha necessidade dessa adição e suplementação à minha religião. Eu lidava com homens de diferentes religiões, como também com os de fé judaica, e todos eles ficavam impressionados quando eu dizia que Maçonaria não é uma religião, mas para ser um maçom tínhamos que crer em Deus; esse era o único aspecto de nossa fraternidade comum às nossas religiões formais, e mesmo assim nós aderíamos a todos os ensinamentos morais da Maçonaria, o que nos colocava na categoria de homens de integridade e honra. E o importante é que, contudo, a Maçonaria não é um substituto para religião, e nem é ela uma religião.


Minha experiência mostrou que os maçons são em sua grande maioria homens religiosos. Eu tenho orgulho de ser maçom e orgulho de ser parte de uma organização que é devotada a ajudar primariamente viúvas e órfãos, e também àqueles que estejam em necessidade sem questionamento ou envergonhamento.


Tenho orgulho de ser maçom e ser parte de uma fraternidade dedicada à defesa das leis de meu país e da Carta dos Direitos Humanos da ONU.


Tenho orgulho de ser maçom que acredita na liberdade da humanidade e na santidade da vida humana.


Tenho orgulho de ser maçom que acredita na dignidade dos filhos de Deus e se opõe ao ódio e ao preconceito, e apóia a verdade, a justiça, a bondade, a integridade e a retidão para todos.


Tenho orgulho de ser um maçom e sempre serei feliz de me incluir entre aqueles que defendem os princípios cardeais e os padrões morais de vida que são tão necessários para que nossa organização continue no alto nível que tem sido desde suas longínquas origens.


Possa Deus nos conceder a força para seguir, crescer e para brilhar de forma que todos nos maçons possamos exclamar:


“TENHO ORGULHO DE SER MAÇOM”